sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Livro - A lenda da erva-mate


Livro traduzido em libras, confira!


















Palavras-chave: cultura indígena, cultura gaúcha, erva-mate, folclore, livro sobre rio grande do sul, livro para crianças sobre indígenas, livro sobre chimarrão para crianças.




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Bingo com Logomarcas

Este jogo pedagógico propicia ao aluno o reconhecimento de palavras presentes no seu dia a dia, e isso é possível mesmo antes de a criança estar alfabetizada. A alfabetização deve partir dos materiais escritos reais que as crianças tem contato, trazendo assim junto consigo, o letramento.
O bingo é um jogo geralmente atrativo para as crianças e lúdico.


Título: Bíngo com logomarcas.

Objetivos:
  • Reconhecer os sons das palavras;
  • Relacionar fonemas e grafemas;
  • Reconhecer palavras presentes em seu dia a dia;
  • Desenvolver o raciocínio lógico-matemático.
Materiais: Panfletos e encartes publicitários de lojas e supermercados, tesoura, papel firme, cola branca, lápis, pincel atômico.

Como confeccionar?

Juntei encartes no centro da cidade...

Recortei e separei as logomarcas:


Separei as 180 logomarcas em 30 conjuntos diferentes. Não podem se repetir logomarcas iguais em uma só cartela. LEMBRE-SE DE SEPARAR UMA LOGOMARCA DE CADA PARA FAZER AS FICHAS DE SORTEIO.



Agora comecei a dividir à lápis as folhas que utilizarei para fazer as cartelas em seis, para isso usei uma das folhas dobradas e recortadas. No meu caso coloquei 6 logomarcas em cada cartela, mas pode variar de acordo com o tamanho das mesmas. Usei folhas de papel tamanho a4 com 120gm², mas você pode usar cartolina, papelão, EVA ou similares.




Então, conferi cada kit e coloquei-os em ordem alfabética.

Aí agora é juntar as duas coisas. Eu fiz assim: Estiquei a fita larga na mesa com a parte colante para cima. colei a logomarca com a parte avessa para cima, e passei cola branca com pincel em seu avesso. Após, colei na cartela. Cole também as logomarcas para sorteio, essas ficam cortadas da cartela.





Agora é só decorar. Você pode passar o pincel atômico nas linhas que dividem as cartelas. Eu optei por passar uma fita adesiva colorida nas linhas e nas bordas, tanto das 30 cartelas quanto nas 17 fichas para sorteio:



Também plastifiquei as fichas de sorteio com papel contact, mas isso é opcional.

Agora, veja as fotos do jogo pronto!


Observe que utilizei sacos com fechamento zip para guardar as fichas de sorteio.


Observe também que essa caixinha que decorei é de cereais, e que couberam as folhas tamanho a4 bem direitinho!





Como aplicar com os alunos?

  • Distribuir as cartelas - uma para cada aluno;
  • Distribuir os marcadores - seis para cada aluno - podem ser tampinhas de garrafa, pedrinhas, pedacinho de EVA...
  • Colocar as fichas de sorteio dentro de um saco ou caixa surpresa;
  • Explicar aos alunos que quando a professora sortear uma ficha eles devem ver se tem a mesma deverão marcar e ao completarem toda a cartela devem gritar "bingo";
  • Ir sorteando uma ficha por vez, ler o nome próprio sorteado em voz alta e colar em local visível (uma dica é colocar velcro atrás das fichas para colar no flanelógrafo);
  • O jogo não precisa  acabar necessariamente quando o primeiro aluno completa a cartela, podemos fazê-lo o "sorteador" até que outra criança complete e assim sucessivamente.
  • Podemos explorar com os alunos as cores, a forma de escrever, o tamanho... As palavras.
Esse material pode ser aplicado em projetos com os seguintes temas: consumo, profissões (vendedor, publicitário, etc), comércio e indústria, propaganda (meios de comunicação), moda, família (consumo), entre tantos outros.

Palavras-chave: alfabetização, letramento, jogo com material alternativo, jogo do bingo, estimulação, crianças, utilizando encartes publicitários com crianças, recursos para alfabetizar,




sábado, 22 de dezembro de 2012

Seminário Discutindo Infâncias II - Infâncias e Deficiencias

"Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos"




Dia 10 de Dezembro - segunda-feira - 1ª noite.

Na primeira noite do evento, cheguei às 19:00, durante uma apresentação artística no intervalo cultural com crianças que cantaram, dançaram e brincaram de roda.
 Após uma abertura de certa forma informal, apresentando os professores presentes no local.
 Chegamos então às palestras do tema de hoje: A criança surda. As professoras Aline, Bete e Rejane falaram sobre como se dá o aprendizado das crianças surdas, do direito de ter a LIBRAS como primeira língua. Também ressaltaram que é necessário que a criança surda seja estimulada desde cedo, para que adquira a linguagem de sinais, e posteriormente a língua portuguesa. Ainda me ficaram algumas dúvidas:
 • Fala-se muito as importância do convívio da criança surda com o mundo surdo (essa palavra “mundo”, me incomoda um pouco, mas concordo que é importante conviver com a comunidade surda, até mesmo pela questão do exemplo e da aquisição da linguagem), mas quando questionei, pouco me falaram sobre a importância de estar incluído entre os ouvintes. Na minha concepção de sociedade, existe um mundo só! E esse mundo tem que ser bilíngue, isso deveria começar nas escolas, onde as crianças mesmo que ouvintes e que não tenham colegas surdos, deveriam aprender LIBRAS, que é a segunda língua oficial do país. Me parece que isso não é tão levado em consideração, mas acredito que o surdo precisa estar preparado para viver em uma sociedade, onde sim, eles não são maioria, mas precisam ser entendidos e respeitados.
 • A palestrante não chegou a me esclarecer se é interessante incluir surdos em escolas regulares e em outros locais que ensaiam o convívio social, talvez não tenha compreendido o teor da minha pergunta. Fico pensando... Me parece que os surdos se isolam em suas comunidades, e perdem muito com isso, e nós também! A diversidade enriquece tanto as nossas vivências...

Algumas fotos...










Dia 11de Dezembro - terça-feira - 2ª noite.


Hoje, no segundo dia de encontro, cheguei as 19:05 e peguei uma apresentação pela metade. Observei que falavam sobre a pedagogia de Freinet, ressaltando sempre que as ferramentas que dispomos atualmente são mais sofisticadas e permitem um trabalho ainda melhor. Livro da vida, aulas-passeio, exploração das sensações... Formas de trabalhar que valorizam além do produto final, pois é no processo que percebemos as aprendizagens dos alunos. Os “trabalhinhos” são importantes, mas quantos objetivos eles conseguirão alcançar a mais vivenciando a realidade dos alunos junto com eles. Temos que acreditar no potencial da criança e fazer um trabalho diferenciado. Apresentaram o trabalho em uma escola de educação infantil, mostrando um trabalho diferenciado.
Ao final, a coordenadora do curso de Educação Infantil falou que o que estávamos assistindo é um minicurso sobre o pensador Freinet, sendo que cada dia haverá um minicurso sobre um pensador, que começa as seis horas (coisa que ninguém tinha me dito), e que poucas pessoas tem chegado no horário. Sem comentários...
Intervalo cultural – música com Raquel Dias
Músicas relaxantes, apaixonantes, com uma voz macia, acolhedora... Um momento muito especial.
A professora Mariana falará sobre o transtorno global do desenvolvimento.
Com um currículo que demonstra seu trabalho e dedicação na área, apresenta-se dizendo que começou o trabalho com educação especial sem formação, e que só teve alunos ditos “normais” em seu estágio da pedagogia.
Autismo, Transtorno de Rett, Síndrome de Asperger, Transtorno desintegrativo da infância, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação e espectro autista. A palestrante falou muito bem de cada uma dessas patologias, demonstrando seu conhecimento teórico e prático sobre o tema. Apresentou também vídeos: um documentário produzido pela MTV sobre o autismo e um vídeo dela mesma trabalhando com um aluno autista.












Dia 12 de Dezembro - quarta-feira - 3ª noite.

Carmem, aluna da especialização em educação infantil, começa a apresentar o seu trabalho sobre Rousseau às 18h 50 min! Leu seus slides sentada, o microfone ainda não estava funcionando. Ana Lúcia, que além de colega de Carmem é coordenadora do Curso Normal, começa a falar, contando a história de Rousseau. Fala também que foi um pensador muito importante na educação e na política. Sua filosofia tem uma relação com sua história de vida. Enquanto Ana falava, as profissionais do setor de audiovisual fizeram o microfone funcionar. As duas apresentadoras, mostraram as principais obras de Rousseau e suas mais significativas contribuições para a educação. Concluíram às 19:10


Intervalo Cultural - Apresentação de Flautas
O grupo, que é daqui do Colégio Municipal Pelotense, apresentou três canções e encerrou com “Noite Feliz”.




Chegamos ao momento da palestra da psicóloga Gisele, do NACA (Núcleo de Atenção à Criança e Adolescente), que falará sobre a Caracterização da Violência Contra Crianças e Adolescentes.
Qual a diferença entre violência e abuso? O abuso é intencional, repetitivo e feito por pessoas que estão em posição mais favorável e usa essa posição para praticar o abuso.
Formas de prática de abuso:
Ativas – a pessoa faz algo. (Abuso físico, emocional e sexual)
Passivas – a pessoa que deixa de fazer algo. (Abandono físico, emocional e crianças testemunhas de violência)
Outras síndromes: síndrome de Münchausen por procuração, síndrome do Bebê Sacudido, síndrome de Alienação Parental, bullying.
Conversamos sobre todas estas síndromes. Com grande ênfase no bulliyng e no abuso sexual. Fixando sempre conceitos e interpretações.








Após o intervalo, tivemos mais uma palestra: O consumismo na infância visto pela organização do Instituto ALANA –  Palestrante Suelen
Mostrou algumas imagens para instigar o pensamento da plateia, lendo os trechos escritos nos slides.
O documentário “Criança, a alma do negócio”, foi o primeiro contato  da palestrante com o tema.
Contou um pouco da história do site ALANA, como iniciaram as pesquisas. Comentou também a necessidade de uma regulamentação nas propagandas, visto que ainda estamos dependendo de uma autoregulamentação, que não existe na prática.
O instituto disponibiliza vídeos na internet e promove ações educativas em escolas.
Assistimos o vídeo “pare, pense!”
Mostrou infográficos sobre propagandas para crianças em períodos que antecedem as datas comemorativas Natal e dia das crianças.



OS EFEITOS DO CRACK NA GESTAÇÃO E EM BEBÊS NASCIDOS DE MÃES USUÁRIAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A mídia sensacionaliza o crack, com a intenção de assustar e não de prevenir. "Como assim crack nem pensar?” A palestrante ressalta a mudança no perfil do usuário de crack, que contradiz a ideia de que todo usuário está destinado a morrer em pouco tempo. Comentou ainda a origem da droga, como se disseminou, lembrando que muito disso se deve ao seu preço baixo.
Comentou as dificuldades em pesquisar um tema recente e com poucas referências, que ainda por cima, tem pontos de discordância.
Comentou os estudos da dr Gabriele Cunha, que pesquisa o tema desde 1994.


Dia 13 de Dezembro - quinta-feira - 4ª noite.

A palestrante Elisa é formada em biologia, professora de ciências do estado e apresentará um trabalho sobre Johan Henrich Pestalozi. Palavras chave: amor, moral, educação, religiosidade. Pedagogo ativo. Outra tríade: moral, intelectual e físico.




Apresentação do Orfeão e estreia do Orfeãozinho
Homenagearam com algumas canções o ilustre Luís Gonzaga, que hoje estaria completando 100 anos, após encerraram sua apresentação com “Canción de Todos”.







Agora, passamos para a palestra com as professoras Marielda e Mariana. Falam sobre deficiência visual, abrangendo cegueira e baixa visão. Mostram os recursos que usam na importante experiência de trabalho que possuem. Trouxeram reglete, punção, apagador, caderno para leitura, mostraram o marcador feito no canto superior direito dos materiais (que para mim foi uma super novidade). Contaram as dificuldades em trabalhar e a necessidade de muitas vezes produzirem materiais para o trabalho com alunos. Além disso, muitos alunos ainda possuem outras deficiências além da visual. Para alunos de baixa visão, mostraram o plano inclinado, tiposcópio... Foi  um palestra maravilhosa!

Precisei sair mais cedo, mas sei que depois desta palestra houve outra sobre surdocegueira, com Daiana San Martin.




Dia 13 de Dezembro - sexta-feira - 5ª noite.


Momento cultural poesia e música









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Palestra de hoje: PROCESSO INCLUSIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Apresentação de trabalho da EMEI Ivanir Dias. A diretora Cíntia, da escola começa a fala e enseguida profere uma frase que me deixou pensando: “Na inclusão, o verdadeiro incluído é o professor”, explicando que é ele que tem que se enquadrar em uma proposta inclusiva.
Na escola, estudam dois deficientes visuais, além com uma criança com laudo de TDAH.
Carla, professora da sala de recursos da escola, que é psicopedagoga e especialista em AEE. Contou sua experiência profissional, comentou as dificuldades encontradas no trabalho aqui em Pelotas, sendo a que as dificuldades acontecem porque o encaminhamento para os médicos especialistas esbarra porque os profissionais se encontram na área da saúde.
Apresentou alguns pressupostos para que a inclusão ocorra efetivamente.
A professora Fernanda, que trabalha com a turma de maternal 2 da mesma escola. Falará sobre a inclusão em sala de aula. Começou a contar como trabalha, mostrando o exemplo da “hora do conto com a Valentina”, uma boneca de pano para os adultos, uma linda princesa negra para os alunos. (...) Ao final da história descobrimos que ela não mora em um castelo, e sim em um morro carioca, onde os dragões que cospem fogo são as armas.
Experiência na sala: como o deficiente visual conhece o mundo?
História: Com quem será que eu me pareço?
Menina bonita do laço de fita, teatralizado para os alunos.












APAE – coordenadora pedagógica “LISANE”
Trabalhou dois anos com autistas, convivendo dentro da APAE, se interessou por estimulação precoce. Passou por escola regular, EJA... E agora está na coordenação da APAE, que atende deficiência intelectual.
Modalidades:
  • ·         Estimulação essencial;
  • ·         Educação infantil;
  • ·         Ciclo de escolarização inicial;
  • ·         Profissionalização;
  • ·         Turma de Convivência;
  • ·         Atendimento Educacional Especializado.

Contou como funciona o trabalho em cada uma destas etapas, mostrando fotos e relatando experiências.

Enquanto isso, era montado o painel com as fotos de infância dos participantes do evento:


Mais fotos do Evento:





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